Egressa do PRONAT defende espécies nativas em evento nacional e influencia diretrizes do plano de arborização urbana

Gilneide Rodrigues Lima, Mestre em Ciências Ambientais, representa a UFRR na Oficina Participativa do Plano Nacional de Arborização Urbana realizada em Manaus.

Publicado em: 14 de julho de 2025
Atualizado em: 30 de março de 2026
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Por Stéphanie Medeiros – PRONAT/UFRR

Nos dias 17 e 18 de junho, aconteceu em Manaus a Oficina Participativa – Região Norte para o processo de construção do Plano Nacional de Arborização Urbana (PlaNAU). O evento foi sediado no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e reuniu representantes da sociedade civil, pesquisadores e instituições públicas para debater estratégias e diretrizes de arborização para as cidades brasileiras.

Representando a Universidade Federal de Roraima (UFRR), a egressa do Programa de Pós-Graduação em Recursos Naturais (PRONAT), Gilneide Rodrigues Lima, participou ativamente da oficina. Mestra em Ciências Ambientais, Gilneide levou à discussão contribuições baseadas em sua dissertação de mestrado, intitulada “O Efeito do Luxo sobre a diversidade arbórea das praças públicas na Cidade de Boa Vista – RR”, sob orientação do professor Dr. Pedro Aurélio Costa Lima Pequeno e coorientação da Profa. Dra. Amélia Carlos Tuler.

Durante o evento, ao surgir uma discussão sobre o uso de espécies exóticas na arborização urbana da região, Gilneide pediu a palavra para reforçar a importância do tema e apoiar a reflexão:

Gilneide Rodrigues Lima (Fonte: arquivo pessoal)

“Alertei que a introdução de espécies exóticas, além de descaracterizar o ambiente urbano, prejudica diretamente a fauna local. Muitas aves, por exemplo, dependem de espécies nativas para alimentação e nidificação. Sem essas plantas, esses animais deixam de ocorrer naquela área. É o que acontece, por exemplo, com a Licania Tomentosa (Oiti), uma planta exótica muito presente nas praças de Boa Vista”, contou Gilneide. Sua contribuição gerou grande repercussão e foi decisiva na votação final sobre a recomendação pelo uso prioritário de espécies nativas nas cidades da Região Norte, vencendo por 7 votos a 1.

A participação de Gilneide evidencia o papel fundamental dos pesquisadores na construção de políticas públicas e na busca por soluções para os desafios ambientais da Amazônia. Sua contribuição, que agora integra o processo de elaboração do PlaNAU, é um exemplo inspirador de como a pesquisa acadêmica pode influenciar diretamente a criação de cidades mais sustentáveis e conectadas à biodiversidade local.

Sobre o PlaNAU:
O Plano Nacional de Arborização Urbana é uma iniciativa do Governo Federal que tem como objetivo orientar políticas públicas para ampliar a presença de árvores nas cidades brasileiras, promovendo mais sombra, conforto térmico e qualidade de vida. As oficinas presenciais aconteceram em cinco cidades — Campinas, Manaus, Curitiba, Recife e Campo Grande — e também contaram com participação online no Canal do MMA no Youtube.

Como participar:
Ainda dá tempo de contribuir com a construção do Plano Nacional de Arborização Urbana! Você pode participar ativamente dessa política pública enviando suas sugestões até o dia 10 de julho pelo formulário da ReDUS.

Para mais informações, acesse: planau.mma.gov.br / redus.org.br / redus.org.br/planau

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