A Universidade Federal de Roraima alcançou a 13ª posição nacional no indicador de Internacionalização do Ranking Universitário Folha (RUF). Os dados do ranking que avaliou 204 universidades públicas e privadas de todo o país foram divulgados no último dia 9 de novembro.
Neste ranking de universidades as instituições de ensino são avaliadas a partir de cinco indicadores: Pesquisa, Internacionalização, Inovação, Ensino e Mercado. Segundo o Grupo Folha, esses dados são coletados em base de dados nacionais e internacionais referentes a periódicos científicos, patentes em bases do INEP-MEC sobre o Censo da Educação Superior e Enade, além de agências estaduais e federais de fomento à ciência e pesquisas nacionais de opinião do Datafolha.
Em comparação com o ano de 2024, a UFRR apresentou resultados positivos com o indicador de “Internacionalização” (observa a proporção de docentes estrangeiros e publicações em coautoria internacional) apresentando o maior destaque. Em 2024, a UFRR estava na 101º posição, mas em 2025 subiu 88 posições chegando ao 13º lugar.
Nos outros indicadores que a instituição garantiu melhores resultados estão “Inovação” que se refere a quantidade de patentes concedidas a universidade e de estudos realizados em parceria com o setor produtivo. Nesse ponto, a UFRR subiu 45 posições saindo em 2024 da posição 151 para 106 em 2025.
Em “Mercado” (considera a pesquisa realizada pelo DataFolha sobre preferências de contratação), a UFRR está na posição 181 subindo 24 posições em relação ao ano de 2024. Já no indicador de “Pesquisa” (leva em conta publicações, citações, percentual de bolsistas, número de teses, entre outros), a instituição subiu 15 posições ficando com 116º lugar e “Ensino” (leva em conta a opinião de docentes do ensino superior, percentual de professores com doutorado e mestrado, professores em dedicação integral e parcial, além de nota do Enade) subiu sete posições ficando com o 158º lugar.
Desta forma, a UFRR no ranking geral saiu do 150º lugar em 2024 para a posição 144 garantindo um avanço de seis lugares de um ano para o outro. O RUF é uma avaliação anual do ensino superior do Brasil feita pela Folha desde o ano de 2012.
Repercussão e comentários
O reitor da UFRR, José Geraldo Ticianeli, comenta que colocar a ciência roraimense no mapa internacional é uma prioridade da UFRR. “Ampliar parcerias, fortalecer a pesquisa em redes globais e projetar a ciência produzida na Amazônia para o mundo tem sido uma prioridade estratégica da nossa gestão. Esse resultado demonstra que Roraima está no mapa internacional do conhecimento e que a UFRR segue avançando com excelência, diálogo global e compromisso com o desenvolvimento da região”, observa o Reitor.
Analisando o resultado, o vice-reitor, Silvestre Lopes da Nóbrega, pontua o crescimento da universidade ao longo dos anos. “Os resultados mostram que a UFRR está em plena evolução. Subir nesses indicadores evidencia o comprometimento da instituição em qualificar seus processos e fortalecer sua presença científica e social. Continuaremos empenhados em ampliar parcerias, apoiar nossos pesquisadores e criar um ambiente universitário cada vez mais inovador e alinhado as necessidades da sociedade”, afirma o vice-reitor.
O professor e coordenador de Relações Internacionais da UFRR, Marcos Vinicius da Silva, destaca com orgulho os avanços para a toda a comunidade acadêmica. “Alcançar esta 13ª posição nacional mostra que o trabalho coletivo, estratégico e comprometido tem dado frutos concretos. É importante destacar o apoio firme da gestão superior que têm acreditado e investido na política de internacionalização como eixo de desenvolvimento institucional e reconhecer o papel dos nossos professores e pesquisadores, que vêm se destacando em publicações internacionais, ampliando parcerias e levando o nome da UFRR para redes acadêmicas de diferentes países. A CRINT tem se empenhado diariamente em abrir novas frentes de cooperação, firmar novos acordos e criar oportunidades para que docentes, discentes e técnicos vivenciem experiências acadêmicas internacionais. A internacionalização é uma via de fortalecimento institucional e de integração com o mundo”, analisa o coordenador.
Para a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação (PRPPG/UFRR), Ana Lúcia de Sousa, o crescimento revela o trabalho realizado dentro da universidade. “Quero destacar que, além do importante trabalho que a CRINT vem realizando, nós ficamos muito satisfeitas, porque esse índice é, também, resultante do crescimento e melhoria das pesquisas, do empenho e da qualidade de nossos pesquisadores e, consequentemente, do aumento na publicação dos dados em artigos científicos internacionais, um dos principais indicadores desse quesito”, afirma.