Professores e estudantes da Universidade Federal de Roraima podem concorrer a oportunidades de mobilidade com vagas em editais abertos neste início de 2026. O primeiro é a chamada do Programa de Cátedras 2026 que está com submissão de projetos até o dia 14 de fevereiro.
O programa é realizado pelo Centro Franco-Brasileiro da Biodiversidade Amazônica (CFBBA), em parceria com a Embaixada da França no Brasil e apoio institucional da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Institut de Recherche pour le Développement (IRD) da França.
Ao todo, serão realizados intercâmbios de curta duração (de 15 a 30 dias) voltados para professores e pesquisadores de instituições francesas de ensino superior e pesquisadores da UFRR, Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), Universidade Federal do Pará (UFPA) e Universidade Federa do Amazonas (UFAM).
Conforme informações da Coordenadoria de Relações Internacionais da UFRR (CRINT/UFRR), a iniciativa fortalece a cooperação acadêmica e científica entre instituições brasileiras e francesas na temática do estudo e preservação da biodiversidade da Amazônia, povos indígenas, bioeconomia, saúde humana e alimentação.
Este é a primeira chamada após a UFRR firmar o acordo de cooperação técnica internacional com a Embaixada da França no Brasil assinado em novembro de 2026. O edital completo com todas as informações pode ser encontrado na página institucional da CRINT/UFRR.
Bolsas no Instituto de Estudos Políticos de Paris (Sciences Po) na França
Os interessados podem se inscrever por meio de formulário eletrônico e os estudantes devem ter nacionalidade brasileira e residir ou ser da região Amazônica, ter idade de 18 a 29 anos e nível intermediário-avançado comprovado em inglês.
Segundo a professora do curso de Arquitetura e Urbanismo da UFRR e integrante da equipe de divulgação do programa, Angélica Triani, as bolsas são fundamentais pela criação de pontes entre a realidade da Amazônia e espaços internacionais de debates e decisões políticas. “Ao possibilitar que estudantes da região participem de uma formação acadêmica de alto nível, o programa rompe barreiras históricas de acesso à educação internacional, frequentemente concentrada nos grandes centros urbanos do Brasil. O programa não apenas oferece formação, mas também cria espaços de escuta e diálogo nos quais a Amazônia deixa de ser tratada como um objeto distante de estudo e passa a ser apresentada por quem a vive cotidianamente”, destaca a professora.
Desde de 2023, o programa já levou 13 bolsistas da Amazônia Legal, sendo dois de Roraima. Para mais informações ou dúvidas, basta acessar o site da Pour le Brésil ou o e-mail pourlebresil@gmail.com.