A Universidade Federal de Roraima recebe, entre os dias 10 e 14 de agosto, o evento “Da Lama ao Caos” que reunirá três iniciativas acadêmicas no Centro Amazônico de Fronteiras (CAF/UFRR), localizado no campus Paricarana.
A programação reúne o I Encontro Amazônia, Ilegalismos e Violências, o I Seminário Governos Criminais e Dominação Armada e a VIII Semana de Ciências Sociais da UFRR, com a participação de pesquisadores, estudantes, lideranças indígenas, representantes de instituições públicas, organizações da sociedade civil e profissionais da segurança pública.
Conforme a organização, o objetivo é ampliar o debate sobre segurança pública em Roraima e outras regiões da Amazônia Legal abordando temas como a expansão das economias ilícitas, a reorganização das rotas do narcotráfico, a presença e expansão de coletivos criminais, os impactos do garimpo ilegal, as transformações nas periferias urbanas, os conflitos em territórios indígenas e as novas formas de dominação armada em contextos amazônicos de fronteira.
Com o apoio do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGANTS/UFRR), do Programa de Pós-Graduação em Sociedade e Fronteiras (PPGSOF/UFRR), do Mestrado Profissional em Ensino de História (ProfHistória/UFRR), o evento tem inscrições gratuitas que podem ser feitas por meio da página do evento até o dia 14 de agosto.
Ainda segundo a organização, a programação foi construída com base em uma perspectiva interdisciplinar, territorializada e orientada ao diálogo entre pesquisa, experiência institucional e conhecimento situado. Ao todo, o evento “Da lama ao Caos” terá palestras, mesas-redondas, workshops, minicursos, Grupos de Trabalho (GTs), atividades culturais e lançamento de livro.
O coordenador do evento e do Laboratório Amazônia Ilegalismos e Violências (LAIV-UFRR), Rodrigo Chagas, destaca que a iniciativa é o resultado de um conjunto de esforços acadêmicos. “Do curso de Ciências Sociais, do LAIV/UFRR e de um projeto que é fruto de um edital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A ideia é fazer um balanço da questão da segurança pública tendo por eixo a terra indígena Yanomami e de toda essa área de fronteira. Também falaremos de vários outros elementos que compõem os debates de segurança pública com palestrantes variados, agentes do Governo Federal e estadual, participação de lideranças indígenas e uma série de outras diferentes instituições”, afirma.