{"id":316,"date":"2024-08-01T03:35:54","date_gmt":"2024-08-01T07:35:54","guid":{"rendered":"https:\/\/ufrr.br\/ppgsof\/?p=316"},"modified":"2024-08-01T03:46:38","modified_gmt":"2024-08-01T07:46:38","slug":"ppgsof-lanca-projeto-de-extensao-para-populacoes-em-contexto-de-privacao-de-liberdade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ufrr.br\/ppgsof\/noticias\/ppgsof-lanca-projeto-de-extensao-para-populacoes-em-contexto-de-privacao-de-liberdade\/","title":{"rendered":"PPGSOF lan\u00e7a projeto de extens\u00e3o para popula\u00e7\u00f5es em priva\u00e7\u00e3o de liberdade"},"content":{"rendered":"\n<p align=\"justify\"> O Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Sociedade e Fronteiras (PPGSOF) anuncia o lan\u00e7amento de um novo projeto de extens\u00e3o voltado para popula\u00e7\u00f5es em contexto de priva\u00e7\u00e3o de liberdade. Coordenado pela professora Luziene Corr\u00eaa Parna\u00edba, o projeto integra o Programa de Extens\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o Superior na P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o (PROEXT-PG) e busca promover a\u00e7\u00f5es educativas e de inclus\u00e3o social.\n\nO projeto tem como objetivo principal contribuir para um di\u00e1logo e troca de saberes entre a universidade e a sociedade, por meio da articula\u00e7\u00e3o entre o ensino da gradua\u00e7\u00e3o e da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o com a pesquisa e a extens\u00e3o, visando a reinser\u00e7\u00e3o social das pessoas em contexto de priva\u00e7\u00e3o de liberdade. A professora Luziene Corr\u00eaa Parna\u00edba lidera a iniciativa que tamb\u00e9m conta v\u00e1rios outros professores e discente do PPGSOF e pretende criar um impacto significativo na vida dos participantes.\n\nAncorada na perspectiva da educa\u00e7\u00e3o popular, a partir de uma metodologia dial\u00f3gica que promova a autonomia na constru\u00e7\u00e3o do saber, a a\u00e7\u00e3o de extens\u00e3o priorizar\u00e1 um processo educativo que valorize as vozes e as experi\u00eancias das popula\u00e7\u00f5es privadas de liberdade em Boa Vista, (RR).\n\nO PROEXT-PG tem como miss\u00e3o fomentar a rela\u00e7\u00e3o entre a universidade e a sociedade, promovendo a troca de conhecimentos e contribuindo para a forma\u00e7\u00e3o integral dos alunos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. Nesse contexto, o novo projeto do PPGSOF surge como uma importante iniciativa para fortalecer essa conex\u00e3o e ampliar as oportunidades de desenvolvimento humano e social.\n\nA comunidade acad\u00eamica e o p\u00fablico em geral est\u00e3o convidados a acompanhar e participar das a\u00e7\u00f5es do projeto, que promete trazer novas perspectivas e contribuir para a constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade mais justa e inclusiva. Abaixo \u00e9 poss\u00edvel ler o resumo da a\u00e7\u00e3o que est\u00e1 sendo proposta. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>RESUMO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p align=\"justify\"> O sistema penitenci\u00e1rio brasileiro \u00e9 um dos maiores do mundo em termos de popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria e \u00e9 conhecido por um antigo problema: a superlota\u00e7\u00e3o. Isso significa que as vagas no sistema n\u00e3o s\u00e3o suficientes para atender a demanda. A superlota\u00e7\u00e3o nas penitenci\u00e1rias dificulta a ressocializa\u00e7\u00e3o dos apenados. De acordo com a Lei de Execu\u00e7\u00e3o Penal (lei n\u00b0 7.210\/84), durante o per\u00edodo de pris\u00e3o, o preso deve receber assist\u00eancia para prevenir que pratique novos crimes e prepar\u00e1-lo para que esteja habilitado a retornar ao conv\u00edvio em sociedade. A proposta tem como objetivo contribuir com o processo de reinser\u00e7\u00e3o dessas pessoas na sociedade local. O p\u00fablico alvo considera toda a popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria do Estado de Roraima, especialemente as mulheres da Cadeia P\u00fablica Feminina de Boa Vista e a popula\u00e7\u00e3o GLBTQIAPNA+, os ind\u00edgenas e idosos, na Cadeia P\u00fablica Masculina. De acordo com dados do INFOPEN, cerca de 64% das mulheres presas no Brasil s\u00e3o negras, sendo 48% identificadas como pardas e 15% pretas, enquanto na popula\u00e7\u00e3o brasileira o percentual de mulheres negras \u00e9 de 52% Embora o INFOPEN afirme que 0,28% das mulheres na pris\u00e3o s\u00e3o ind\u00edgenas, esses dados podem ser subestimados. O relat\u00f3rio da Secretaria de Estado da Justi\u00e7a e da Cidadania-SEJUC, de 06\/03\/2023, apontava que, dentre os grupos de popula\u00e7\u00f5es vulner\u00e1veis no sistema prisional (Popula\u00e7\u00e3o Espec\u00edfica) encontra-se o de LGBTQIAPN+ representando 1,03%; seguidos dos ind\u00edgenas (8,3%) e idosos (3,7%). Uma conquista da sociedade brasileira diz respeitos \u00e0 pol\u00edtica nacional de aten\u00e7\u00e3o aos grupos espec\u00edficos no sistema prisional, cujo objetivo \u00e9 \u201ctransformar as pr\u00e1ticas no sistema prisional, possibilitando a visibiliza\u00e7\u00e3o das subjetividades das popula\u00e7\u00f5es mais vulnerabilizadas, buscando a promo\u00e7\u00e3o da igualdade efetiva e a garantia de direitos considerando as especificidades de idosos, estrangeiros, popula\u00e7\u00e3o LGBT, ind\u00edgenas e minorias \u00e9tnico-raciais, pessoas com transtorno mental, pessoas com doen\u00e7as terminais e pessoas com defici\u00eancia, al\u00e9m das mulheres\u201d (Nota T\u00e9cnica n.\u00ba 60\/2019, p 4). Dessa forma, a finalidade do presente projeto \u00e9 estabelecer um di\u00e1logo e troca de saberes entre a universidade e a sociedade; associar o ensino da gradua\u00e7\u00e3o e da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o com a pesquisa e extens\u00e3o e, ao mesmo tempo, oferecer, por meio do desenvolvimento de atividades de car\u00e1ter interdisciplinar e interprofissional elementos que contribuam para a transforma\u00e7\u00e3o das pessoas em situa\u00e7\u00e3o de priva\u00e7\u00e3o de Liberdade, bem como da pr\u00f3pria sociedade local e nacional. A metodologia\/estrat\u00e9gia de desenvolvimento do projeto se dar\u00e1 por meio de orienta\u00e7\u00f5es de leitura e escrita dirigida, elabora\u00e7\u00e3o de resenhas; rodas de conversas e escuta qualificada; cine liberdade; atividades de preven\u00e7\u00e3o e cuidados com a sa\u00fade f\u00edsica e ps\u00edquica; acompanhamentos e orienta\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas; trabalhos com hortas comunit\u00e1rias, dentre outras a\u00e7\u00f5es que poder\u00e3o ser apresentadas a partir das necessidades dos participantes nesse projeto. Esse projeto se justifica \u00e0 medida que reafirma o direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e, em particular educa\u00e7\u00e3o informal, por meio de projetos de extens\u00e3o, posto que esse parece ser um caminho para a constru\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es da reinser\u00e7\u00e3o na sociedade \u00e0s pessoas em situa\u00e7\u00e3o de priva\u00e7\u00e3o de liberdade. Justifica-se, ainda, \u00e0 medida que possibilitar\u00e1 uma intera\u00e7\u00e3o entre discentes e docentes da gradua\u00e7\u00e3o, da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o da UFRR e um segmento social extremamente vulnerabilizado. Vale salientar, que o referido projeto se encontra cadastrado na PRAE como projeto-piloto e, em andamento, desde junho de 2023.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Sociedade e Fronteiras (PPGSOF) anuncia o lan\u00e7amento de um novo projeto de extens\u00e3o voltado para popula\u00e7\u00f5es em contexto de priva\u00e7\u00e3o de liberdade. Coordenado pela professora Luziene Corr\u00eaa Parna\u00edba, o projeto integra o Programa de Extens\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o Superior na P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o (PROEXT-PG) e busca promover a\u00e7\u00f5es educativas e de inclus\u00e3o social. 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