Publicado em: 17 de março de 2025
Atualizado em: 2 de abril de 2025
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O PPGANTS/UFRR foi aprovado pela CAPES em 2015 e teve sua primeira turma no ano de 2016. Desde lá o programa já titulou mais de 50 mestres e mestras em Antropologia Social. o Programa pertence à Área de Avaliação de Antropologia e Arqueologia da CAPES, área 35.

Conforme estabelece nosso Regimento Interno, nossos objetivos são:

a) fomentar o desenvolvimento da pesquisa antropológica e fortalecer áreas afins na UFRR;

b) formar antropólogos e antropólogas sensíveis ao estudo e compreensão da diversidade sociocultural;

c) viabilizar o estudo de grupos e comunidades tradicionais da região norte, particularmente em Roraima;

d) formar pessoas capazes de atuar tanto na pesquisa e na docência, quanto na sociedade de modo geral.

O contexto do Programa no grande caleidoscópio sociopolítico-cultural-ambiental da Amazônia tem incentivado discussões em torno do que temos chamado de uma “antropologia do/no extremo norte”. Isto é, não apenas uma antropologia que trata de uma miríade de particularidades e especificidades, mas também que considera a região em que está inserido o Programa como lugar legítimo de produção de conhecimentos, uma antropologia “a partir” do extremo norte.

O PPGANTS/UFRR possui uma única Área de Concentração, em Antropologia Social, e duas Linhas de Pesquisa, por meio das quais viabiliza seus projetos e investigações. O Programa possui uma área de abrangência local/regional e busca consolidar-se como um PPG de excelência em seu universo de atuação.

Por sermos uma área de natureza disciplinar, isto é, cujos métodos, conceitos e teorias constituem uma área de conhecimento própria, nossos alunos e alunas irão vivenciar uma formação voltada à área da Antropologia, recebendo ao final o título de Mestre ou Mestra em Antropologia Social.

Linha 01 – “Processos Identitários e Direitos Diferenciados”

A noção de DIREITOS DIFERENCIADOS, implica no reconhecimento de que coletivos específicos precisam de direitos também específicos, que atendam os aspectos históricos, sociais e culturais de suas experiências enquanto grupos sociais. Ao longo dos anos observamos, com especial atenção para o estado de Roraima, que cada vez mais os grupos se organizam de forma a assegurar os direitos aos quais fazem jus, o que traz grandes impactos para as análises feitas sobre povos originários e tradicionais e quaisquer outros segmentos sociais que demandem do Estado tal reconhecimento. Em associação com essa ideia está a noção de PROCESSOS IDENTITÁRIOS, que reconhece que são múltiplos e multireferenciados os mecanismos por meio dos quais a identidade pode ser definida, em relação ou não com grupos sociais, instituições, grupos étnicos e movimentos sociais. A linha de Pesquisa 1 compreende que tais noções são centrais para a interpretação das experiências em sua grande maioria de grupos historicamente ou contemporaneamente vulnerabilizados, com especial atenção para as complexas dinâmicas no extremo norte brasileiro, particularmente em Roraima.

A Linha de Pesquisa 1 busca realizar investigações que estejam atentas para as INTERFACES entre diferentes campos, como do DIREITO, da EDUCAÇÃO e da SAÚDE, particularmente naquilo que eles podem iluminar sobre os seguintes temas: estudos etnológicos e etnográficos sobre grupos tradicionais; novos sujeitos de direitos; análise de fluxos de justiça e de processos judiciais; laudos antropológicos como instrumentos de garantia de direitos fundamentais; educação e direitos humanos; etnografias em contextos escolares; práticas de cuidado; itinerários terapêuticos; políticas públicas; transformação das identidades individuais e coletivas; identidade, pertencimento e reconhecimento social; direitos diferenciados como instrumento de políticas públicas e cidadania; Identidade indígena, quilombola e outras identidades étnicas em contextos de migração, refúgio ou urbanização; políticas afirmativas (cotas, demarcação de terras, direitos culturais e linguísticos); conflitos entre identidades e o Estado (reconhecimento legal e lutas políticas); movimentos sociais e reivindicações identitárias; entre muitos outros.

Linha 02 – “Etnografia Contemporânea, Patrimonialização e Urbanidades”.

A Linha de Pesquisa 02 está estruturada em torno da potente ideia de ETNOGRAFIA CONTEMPORÂNEA. Considerada a grande contribuição da Antropologia ao longo de seu desenvolvimento enquanto saber, a Etnografia é uma das principais formas por meio das quais o trabalho antropológico se expressa e se realiza no mundo. Não sendo propriamente um método, podemos entender a Etnografia como um abordagem própria da pesquisa em Antropologia, que se preocupa com a descrição dos fatos, processos e dinâmicas observadas por um/a pesquisador/a, por um lado, e com o modo por meio dos quais as informações obtidas em pesquisa de campo são transformadas nos textos produzidos por antropólogos e antropólogas. Nesse sentido, a Etnografia pode ser tanto uma abordagem ou conjunto de abordagens por meio das quais aprende-se a fazer pesquisa de campo e escrever textos antropológicos, quanto um gênero textual, ou como uma forma permanente de pensar sobre as maneiras por meio das quais nossos trabalhos representam “o outro”.

A Linha 02 se preocupa, nesse sentido, com a produção de etnografias que dialoguem com a noção de contemporâneo, entendendo que a etnografia é uma ferramenta valiosa para a compreensão dos fenômenos que se dão de modo emergente, crítico, instável e impermanente na vida atual. Assim, as investigações desenvolvidas nesta Linha são profundamente marcadas por problemáticas tais como da circulação de pessoas, de informações e objetos; memória social; processos de patrimonialização (valorização, ressignificação e disputa sobre patrimônios culturais); espaços urbanos, espacialidades e transformações nas/das cidades; etnografias digitais; disputas contemporâneas em torno dos conceitos de cultura; estudos comparativos transnacionais de fronteira; etnografia de instituições; trajetórias de pessoas e bens culturais; formação e ação de novos coletivos e movimentos sociais; entre muitos outros.


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