Publicado em: 29 de julho de 2025
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A UFRR encerra nesta quarta-feira (30) a exposição Luminárias do Tepequém – Luz que nasce da natureza – que está em cartaz no hall da Biblioteca Central da Universidade Federal de Roraima (UFRR), das 8h às 20h. A mostra apresenta obras da guia de turismo e artesã Ana Karla Bastos, inspiradas na serra localizada no município de Amajari, no norte de Roraima.

O lançamento oficial ocorreu no dia 16 de julho, às 10h, e marcou o início de uma experiência sensorial e simbólica que vai além do design rústico das peças. A iniciativa, idealizada pela Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis e Extensão (PRAE), busca aproximar a comunidade acadêmica dos debates sobre sustentabilidade e valorização dos saberes regionais. 

Segundo a pró-reitora Priscila Vasconcelos, a presença da exposição Luminárias do Tepequém na universidade é, antes de tudo, uma forma de promover a consciência ecológica e incentivar o engajamento com as pautas ambientais contemporâneas. “Ao utilizar a arte como meio de comunicação, buscamos inspirar a comunidade universitária e a sociedade em geral à reflexão e à ação em relação às questões ambientais”, afirma.

O compromisso com a sustentabilidade está presente em cada detalhe da mostra. Criadas com madeira coletada de forma consciente nas trilhas e cachoeiras da Serra do Tepequém, as peças são exemplos práticos de bioeconomia, conceito que ganha ainda mais relevância no contexto amazônico. “Atualmente, há um projeto denominado Bioeconomia na Amazônia, que visa estimular as práticas sustentáveis da região, promovendo o desenvolvimento econômico e local. E às vésperas da COP30, trazer essas práticas para dentro da UFRR, faz com que ocorra uma aproximação entre alunos e as atuais discussões sobre meio ambiente e processos de descarbonização”, destaca Priscila.

A exposição também reforça o compromisso da UFRR com sua política de Extensão, que valoriza a interdisciplinaridade, a educação ambiental e o fortalecimento da cultura regional. O projeto se conecta diretamente à missão de envolver os estudantes em experiências formativas que extrapolam os limites da sala de aula. “O papel da arte é fomentar a criatividade e a inovação. E, no caso da arte regional, destacar a riqueza cultural da nossa região e promover a valorização e preservação do nosso patrimônio”, complementa a Pró-reitora.

Além da reflexão estética e ambiental, a exposição busca impactar o cotidiano de quem a visita. Cada luminária leva entre 30 a 45 dias para ser produzida, da coleta à limpeza e montagem, revelando o cuidado e o tempo investidos em cada obra. “Cada peça é única e preserva o formato original da madeira, passando apenas por um processo cuidadoso de limpeza”, explica a artista Ana Karla Bastos.

Está nos planos da PRAE dar continuidade a esse movimento de valorização da arte local e dos saberes tradicionais, com novas ações voltadas à sustentabilidade. “Pretendemos ampliar as iniciativas, promovendo geração de renda e melhoria da qualidade de vida por meio de exposições, oficinas e parcerias com artistas locais”, afirma Priscila Vasconcelos.