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Projeto “Minha Maloca Querida” é apresentado no Ministério da Cidadania em Brasília

Publicado: Segunda, 03 de Junho de 2019, 10h41 | Última atualização em Segunda, 03 de Junho de 2019, 14h48

O projeto “Minha Maloca Querida” foi apresentado na Secretaria Nacional de Cuidados e Prevenção às Drogas – SENAPRED do Ministério da Cidadania em Brasília.

 

O programa que foi idealizado pela aluna Patrícia Araújo de Oliveira e que é coordenado pelo professor Dr. Eliseu Adilson Sandri, ambos do curso de Gestão em Saúde Coletiva Indígena do Instituto Insikiran de Formação Superior Indígena da UFRR. Eles foram recebidos nos dias 27 e 28 de maio pelo Ministro da Cidadania, Osmar Terra e também pela Ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves.

 

HISTÓRICO

 Nascido em 2018, o programa é um Centro de Reabilitação e Ressocialização para Dependentes Químicos Indígenas de Roraima. O objetivo é a Implementação de uma política pública de atenção à saúde e segurança dos povos indígenas da região Leste de Roraima.

 Segundo a estudante indígena Patrícia Oliveira, moradora da comunidade da Ilha, região Baixo São Marcos, o programa sempre foi um sonho e trata de um problema crescente na região, o qual requer muita atenção por parte dos atores da sociedade civil e política.  

O secretário de Cuidados e Prevenção às Drogas do ministério da Cidadania, Quirino Cordeiro Júnior destacou a importância de apoiar o referido projeto e ainda destacou o interesse consecutivo de abrangência deste projeto como uma Política Pública e Projeto Piloto norteador para atender comunidades indígenas culturalmente diferenciadas e vulneráveis a este problema não somente em Roraima, mas em todo o território nacional.

 O projeto já foi aprovado nas etapas Locais e Distritais de Saúde Indígena e está tramitando para aprovação também na 6ª Conferência Nacional de Saúde (6ª CNSI) e conta com a parceria de diversas instituições públicas como a SESAI/Dsei Leste Roraima, Universidade Federal de Roraima (UFRR), Funai, Ministério Público Federal Ministério da Cidadania, Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos e Organizações Indígenas do Estado de Roraima. O Centro de Reabilitação demanda uma previsão orçamentária de cerca de R$ 2,5 milhões em investimentos.

Professor Eliseu Sandri e Aluna Patrícia Oliveira participam do Lançamento do “Programa Progredir” do Ministério da Cidadania e dos Direitos Humanos em Brasília

O Programa Progredir é um plano de ações do governo federal para gerar emprego e renda e promover a autonomia para jovens dependentes químicos e em situação de vulnerabilidade social. O acordo oferece cursos profissionalizantes, orientação na área de empreendedorismo e acesso a microcrédito produtivo. O investimento total do governo federal com o tratamento de dependentes químicos chega a R$ 152 milhões ao ano. O evento contou com a participação de parceiros de comunidades terapêuticas de todo o Brasil e que foi aberto para a apreciação do projeto “Minha Maloca Querida” que tem uma característica de reconhecimento intercultural indígena, ganhando destaque no evento.  

O Ministro da Cidadania, Osmar Terra assegura que a reinserção social e profissional são passos fundamentais para a reabilitação desse público. Para isso, é preciso qualificar o jovem e prepará-lo para o mercado de trabalho. “Reinserção é chave para a pessoa voltar a ter uma vida produtiva, de responsabilidade social e familiar. Por isso, é fundamental criarmos as oportunidades para que esses jovens tenham condição para mudar de vida.”

Na sequência, a Ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves declarou que vai atuar muito na prevenção de casos de automutilação e de suicídio entre crianças, adolescentes e jovens.

O secretário executivo do Ministério da Cidadania, Quirino Cordeiro Júnior, destacou ainda, a importância de alinhar políticas de combate às drogas com medidas que garantam a reinserção dos jovens no mundo profissional. “A gente só vai conseguir efetividade se, juntamente com a busca pela abstinência e a sobriedade, oferecermos condições para a recolocação no mercado de trabalho”, declarou.

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