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Sistema de avaliação das atividades contribui para qualidade do ensino da UFRR

Publicado: Quarta, 17 de Janeiro de 2018, 21h15 | Última atualização em Terça, 13 de Março de 2018, 18h04

Implantado em 2016, o Sistema de Avaliação das Atividades de Ensino (SAAE) é um importante mecanismo para a melhoria da qualidade do ensino na Universidade Federal de Roraima (UFRR). Instituído pela Resolução nº 017/2016-CEPE (Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão), o sistema é formado por três módulos de avaliação: docente, dos conteúdos dos cursos e de autoavaliação discente, todos formados por questionários respondidos pelos alunos da instituição.

Com o encerramento do semestre 2017.2 em fevereiro de 2018, após o lançamento das notas pelos professores, o sistema de avaliação será aberto aos alunos e a próxima matrícula estará vinculada à resposta do questionário. Os alunos não são identificados, mas suas respostas contribuem para identificar vários pontos positivos e negativos em relação ao curso, às disciplinas, aos docentes (didática, metodologia, conduta, assiduidade), ao seu próprio desempenho enquanto discente e à estrutura física da instituição, traçando um perfil dos cursos da UFRR.

Alunos reprovados por falta ou com matrícula trancada não participam do processo avaliativo. “Estamos em uma instituição pública, na qual todos temos deveres para com a instituição, e entre os deveres do aluno está o de dar um retorno à instituição sobre o que está funcionando bem e o que deve ser melhorado. Até com relação ao perfil de responsabilidade do aluno para com a instituição, ele precisa responder”, frisou a pró-reitora de Ensino e Graduação (Proeg), professora Lucianne Vilarinho.

Conforme a Resolução, a avaliação constitui em instrumento fundamental de planejamento institucional para desenvolvimento de ações para solucionar problemas no âmbito das estruturas físicas e ausências de recursos humanos, visto que os mesmos influenciam diretamente à atividade de ensino, em todos os níveis e modalidades e para a detecção de eventuais dificuldades do desempenho de docentes e discentes.

O SAAE tem por objetivo contribuir para a avaliação da qualidade do ensino oferecido na UFRR, bem como fornecer elementos para o planejamento da política didático-pedagógica institucional. “A importância da participação acadêmica no processo de ensino como um todo é fundamental. Essa ação é uma janela de comunicação, os alunos hoje têm uma abertura não apenas para dar uma nota, mas para se manifestarem em relação a sua satisfação ou insatisfação para com o curso, em todas as questões, desde a figura do docente até as condições que a Universidade tem dado”, destacou Vilarinho.

Como o sistema funciona - A avaliação vai numa escala de 0 a 5. Ao final de cada semestre, os alunos respondem os questionários. A Comissão Permanente de Avaliação (CPA) formata os resultados e encaminha aos coordenadores de cursos que dão ciência ao Núcleo Docente Estruturante (NDE). Cada professor também tem acesso a sua avaliação pelo Sistema Integrado de Gestão Acadêmica (SIGAA).

O NDE deve, semestralmente, se debruçar em cima dos resultados da avaliação, procurando melhorar os pontos que foram apontados pelos alunos e ampliar os pontos positivos. Professores que têm dois ciclos com o resultado abaixo de 2.6, precisam passar por um processo de capacitação e reavaliação metodológica. “A PROEG está pensando em como isso será feito. O sistema começou em 2016.2 e ainda estamos trabalhando os resultados, aprimorando o próprio sistema de avaliação, corrigindo alguns erros. Podemos dizer que estamos com o processo em fase de teste”, disse a pró-reitora.

Responsabilidade - O sistema está aberto para a consulta em relação ao semestre 2017.1. Em breve, os alunos vão começar a fazer a avaliação do semestre 2017.2, após o lançamento das notas pelos professores.

“É um processo de rotina, os alunos têm que entender como um processo natural. Terminou o semestre, eles avaliam os professores. Então é preciso [que os alunos] tenham consciência nesse processo de avaliação. Tem um ponto que é ‘não avaliar’, que às vezes o aluno coloca para todas as respostas e isso não é bom, porque acaba não trazendo nenhuma informação”, ressalta a pró-reitora de Ensino e Graduação, Luciane Vilarinho.

Com os resultados sendo colocados em prática, toda a comunidade acadêmica perceberá as melhorias na qualidade do ensino e usufruirá delas. “É necessário que os cursos entendam esse sistema como uma ferramenta de avanço. Eles estão recebendo um posicionamento dos alunos que eles têm trabalhado para oferecer o curso, então é uma ferramenta fundamental para entender melhor o curso e seu funcionamento, identificando os pontos fortes e fracos. Com esse trabalho integrado, o aluno vai sentir responsabilidade no sentido de responder conscientemente”, concluiu.

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