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Projeto Acolher firma parceria para oferecer aulas de português à pessoas em condição de refúgio

Publicado: Quarta, 31 de Maio de 2017, 23h30 | Última atualização em Sexta, 02 de Junho de 2017, 16h40

O Programa de Extensão Rede Acolher da Universidade Federal de Roraima (UFRR) é um Projeto de Extensão de iniciativa de alunos e professores da UFRR que realiza, há três meses, ações gratuitas para os imigrantes, no sentido de acolher aqueles que necessitam de apoio em uma condição de refúgio, desenvolvidas no bairro Pintolândia em Boa Vista. Dentre os imigrantes, estão sendo atendidos com diversas atividades de inclusão, venezuelanos, cubanos e haitianos.

Na tarde desta quarta-feira (31), no auditório do Instituto de Antropologia da UFRR, a equipe do projeto Acolher comemorou a implantação de mais um ponto de apoio: o terminal do bairro Caimbé. Foi firmada a parceria com o Clube de Livros de Boa Vista, localizado no terminal de integração do bairro Caimbé, que possui salas, um sebo e uma biblioteca comunitária, onde serão desenvolvidas aulas de português e atividades de leitura.

  

"Lá teremos a nossa disposição uma sala no Clube no qual serão realizadas aulas de português três vezes por semana. A ideia é trabalhar com as mulheres e travestis em situação de vulnerabilidade. É mais outra turma que vamos atender. No entanto,  qualquer imigrante que tiver necessidade vai ser acolhido", destacou a jornalista Marcela Ulhoa, integrante da coordenação do projeto. 

Ulhoa explica que o projeto tem várias áreas de atuação e todas convergem para uma intenção maior, que é o acolhimento. "Todo processo de imigração é difícil para quem está imigrando e para quem recebe. Por isso, a nossa ideia é trazer estes recantos de beleza e resistência na imigração", diz. Ela aponta que a imigração necessita de uma resistência, uma vez que muitas pessoas chegam a uma situação de vulnerabilidade ou de reconstrução do seu próprio 'eu' neste novo lugar. "O português é uma forma de integração cultural. Aprender a língua do país é uma forma de lidar melhor com as realidades e buscar uma integração maior com as práticas culturais", ressalta.

 

O professor José Franco, do Instituto de Antropologia (INAN), aponta que a situação de vulnerabilidade em que encontram-se as pessoas em condição de refúgio que chegam ao estado, sobretudo por conta da crise econômica e política da Venezuela, exige muito esforço da sociedade para acolher e proteger esta população. "Estamos nos organizando em forma de rede. Todos aqueles que têm uma iniciativa e querem desenvolver uma ação permanente ou pontual serão estimulados por nós. Vamos apoiar para que desenvolvam suas ações. 

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