TERRA INDÍGENA RAPOSA SERRA DO SOL AS ESTRATÉGIAS DAS ONGs INDÍGENAS NO SETENTRIÃO BRASILEIRO
Luis Cláudio de Jesus Silva, Yarraha da Costa Braga
Resumo
Este artigo objetiva demonstrar as principais estratégias planejadas e desenvolvidas por organizações não governamentais - ONGs, atuantes na Terra Indígena Raposa Serra do Sol - TIRSS, em Roraima, antes e depois da retirada dos não-índios. Após a desintrusão, a área ficou sob a responsabilidade das lideranças indígenas, cabendo a estas a coordenação da preservação e exploração da área. Neste contexto, as ONGs, representantes da população indígena da região desempenharão um importante papel no planejamento e execução de estratégias que garantam, além da ocupação e preservação do espaço, o desenvolvimento sustentável e a melhoria na qualidade de vida dos locais. A pesquisa de campo de caráter exploratório, amparada na abordagem qualitativa descritiva, utilizou consulta bibliografia e coleta de dados através de entrevistas e questionários. A consulta bibliográfica demonstra que, a luta pela conquista da Terra Indígena foi longa e produziu divergências entre as etnias que hoje dividem o mesmo território. O processo de retirada dos não-índios acirrou os ânimos provocando inimizades entre coordenadores das diversas entidades representativas das principais etnias que ocupam a área demarcada. Não se pode afirmar, que a falta de planejamento estratégico a ser executado pós-desintrusão por parte das ONGs decorre da descrença na retirada dos não-índios de forma definitiva ou pela forma que o Supremo Tribunal Federal decidiu a questão, limitando o poder dos indígenas sobre a área. Os resultados obtidos apontam para ausência de coordenação conjunta das ONGs para gestão da área. Pouco mudou na forma de trabalho e não há um planejamento estratégico em curso que possibilite o alcance do desenvolvimento sustentável almejado pelos indígenas.
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