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Universidade Federal de Roraima

Dicas de Literatura

  

 

 

 


Coluna, ESCRITORES criativos: dicas de LITERATURA

"A arte existe para que a realidade não nos destrua" (Friedrich Nietzsche, 1844-1900). Essa frase ilustra o objetivo desta coluna que é fomentar o exercício da leitura de obras literárias e fortalecer a compreensão de questões concomitantes ao ensino da psicologia.


 

 

 



 

 

 



 

 


 

 

 

 

 


 

 


 

 

 

Data: 04 de junho de 2020
Indicação da Profa. Dra. Maria do Socorro Lacerda Gomes - Curso de Psicologia - UFRR

Koofi, Fawzia com Gouri, Nadene (2013). A filha favorita. Camila Mello (Tradutora). 1ª edição, Rio de Janeiro: Objetiva.

 

Pequena descrição da autora

Fawzia Koofi nasceu em 1975, na Província de Badakhchan, Afeganistão. É a primeira mulher a ocupar a presidência do parlamento afegão e uma notável ativista pelos direitos das mulheres e crianças. Foi eleita jovem Líder Global pelo Fórum Econômico Mundial em 2009. Antes de virar membro do Parlamento Afegão, trabalhou para o UNICEF como oficial de proteção à criança de 2002 a 2004. Mãe de duas meninas, vive em Cabul.

Resumo da obra

Trata-se da biografia da primeira mulher a ocupar a presidência do parlamento afegão. Em A filha favorita, Koofi compartilha sua incrível história, pontuada por uma série de cartas comoventes que escreve às filhas antes de cada viagem de trabalho
Koofi foi um bebê não desejado por ser menina. Sua mãe, uma das sete esposas do seu pai, a abandonou sob o sol para morrer, logo após seu nascimento. No entanto, sobreviveu. Ficou chorando, com a pele queimada, quase um dia inteiro até que sua mãe mudou de opinião.
Mais tarde, sua mãe a apoiou, tendo sido a primeira menina da família a ir para o colégio. Sua educação foi interrompida pela chegada ao poder dos talibãs em 1996, quando estudava Medicina.
Neste livro Koofi relata as reuniões políticas promovidas pelo seu pai, as fugas da sua família para sobreviverem ao talibã, da morte de familiares, bombardeios e destituição de direitos fundamentais.
É um relato de coragem e determinação na denúncia e crítica às violações dos direitos humanos. Ao incorporar as tensões políticas, sexual e cultural do Afeganistão, oferece esperança para o futuro de um dos lugares mais perigosos do mundo.

Boa leitura!!! 

 

 


 

 

 

Data: 28 de maio de 2020

Indicação da Profa. Dra. Pamela Alves Gil – Curso de Psicologia - UFRR

GOGOL, Nikolai. (1835). Diário de um louco. Claud Field (Tradutor), Renato Perricone (Tradutor), eBook Kindle.

 

Pequena descrição do autor

          Nikolai Vasilievich Gogol (1809-1852) foi um escritor russo, que nasceu em Velyki Sorochyntsi, no Império Russo, na região da atual Ucrânia, no dia 20 de março de 1809. Sua nacionalidade hoje é reivindicada tanto pela Rússia quanto pela Ucrânia.


Resumo da obra

          Trata-se de uma comédia dramática, que retrata as condições de vida do funcionário público Aksenty, em São Petersburgo.
          No seu enredo, nota-se a diferença de classes e as dificuldades de ascensão social, o que prejudica os relacionamentos amorosos.
          Aksenty, que se sente desvalorizado, humilhado, se apaixona pela filha de seu patrão.
          Gradativamente foge da realidade, buscando a loucura.
          Apresenta um delírio megalomaníaco, que se inicia com a certeza da troca de cartas entre dois cachorros, sendo um deles pertencente a sua amada. Com isso, o interroga e rouba-lhe as cartas, no intuito de obter informações, já que sua amada está noiva de um fidalgo.
          A partir de uma notícia de jornal de que o trono da Espanha está vago, ele interpreta que ele próprio é Fernando VIII, o rei.
          Após abandono do trabalho, retorna, se apresenta e assina documento como sendo o rei, e invade a casa da amada.
          Acredita que o conduzem à Espanha, mas estranha o tratamento recebido.
          Na verdade, Aksenty recebe um tratamento psiquiátrico violento, que o leva a suplicar o auxílio de sua mãe.

 

Boa leitura!!!