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Universidade Federal de Roraima

Diagênese dos fósseis ou Fossildiagênese

Compreende-se por diagênese as modificações químicas e físicas sofridas pelos sedimentos após a sua deposição, excluindo-se as resultantes de metamorfismo físico e intemperismo . O processo diagenético pode ser dividido em três fases: Eodiagênese que ocorre na superfície ou em níveis pouco profundos; a Metadiagênese que ocorre em profundidades de quilômetros, sob alta pressão e temperatura e a Telodiagênese que ocorre no retorno da camada à superfície.

Esses processos físico-químicos que agem sobre as camadas sedimentares afetam também os restos orgânicos, que sofrem uma série de processos de transformação, chamados de fossilização. Estes podem ser agrupados em três categorias.

Preservação total (incluindo os tecidos moles, por congelamento, mumificação ou trapeamento em asfaltos naturais e resinas);

Preservação sem alteração dos restos esqueléticos (processos de incrustação, recristalização e permineralização, muito comuns em ossos);

Preservação com alteração dos restos esqueléticos (dissolução e formação de moldes, carbonificação).

No período da diagênese, podem ocorrer modificações na morfologia devido ao sobrepeso da compactação e podem levar a fósseis distorcidos e achatados. Ligadas a modificação na forma, ocorrem frequentemente modificações na composição química dos restos esqueléticos. Um fóssil muitas vezes exibe feições adquiridas durante a diagênese, feições que obliteram ou destroem as características morfológicas e químicas originais.

 

Bibliografia Consultada:
CASSAB, R.C.T. Objetivos e Princípios. In: Carvalho, I.S. (ed). Paleontologia. Vol 1. Rio de Janeiro: Interciência, 2004.
HOLZ, M. Elementos Fundamentais Da Tafonomia/ MICHAEL Holz e Marcello G Simões- Porto Alegre: Ed. Universidade/ UFRGS, 2002.
MENDES, J. C. Paleontologia Básica. Queiroz: Editora da Universidade de São Paulo, 1988.

Referências Eletrônicas:
http://www.ufrgs.br/paleodigital/, acessado em 01 de dezembro de 2012 às 13h.