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Universidade Federal de Roraima

Bioestratinomia

 

Tipos de Morte

O processo tafonômico de um organismo se inicia com a sua morte (Fig. 1). Na natureza são conhecidos, dois tipos de mortalidade. Uma delas é a morte natural, que afeta determinadas faixas de idades na população e é causada por fatores como: envelhecimento, acidentes, doenças, predação. A morte natural afeta os indivíduos mais jovens e os mais velhos de uma população, pois estes estão mais sujeitos a fatores de risco, já que nesta fase da vida se encontram indivíduos mais fracos, inexperientes.

O outro tipo de morte é a catastrófica, que consiste em uma mortalidade em massa durante um pequeno intervalo de tempo, e que estão mais propícios a se tornarem fósseis. As causas são: enchentes, tempestades, terremotos, vulcões, mudanças climáticas.

 



Figura 1: Imagem ilustrando os processos tafonômicos que vai da morte até a fossildiagênese do animal.
 



Necrólise

A necrólise é a decomposição dos tecidos moles de conexão, após a morte de um organismo. Trata-se de processos químicos que tem sua origem tanto nas bactérias exógenas como nas endógenas.
 

Desarticulação

Após a morte de um animal, o processo de necrólise termina em um espaço curto de tempo podendo ser dias ou semanas, e deixa o esqueleto mineralizado exposto a ação do tempo e dos agentes exógenos.  Porém se o soterramento do organismo ocorre antes da necrólise total dos tecidos moles, será preservado praticamente o esqueleto inteiro e articulado, ou seja, com todas ou a maioria de suas articulações naturais intactas.

O processo de desarticulação começa pelas articulações mais móveis, que são as áreas mais frágeis do corpo do organismo. No entanto a desarticulação é altamente dependente da anatomia básica do tipo de organismo que está sendo analisado.

 
Transporte

Se não soterrados dentro de um curto intervalo de tempo após a morte, os organismos mortos tendem a ser desarticulados por completo e seus elementos esqueléticos ficam sujeitos ao retrabalhamento pela água, no chamado ciclo exógeno. Esse mesmo agente que transporta as partículas sedimentares poderá transportar também os restos orgânicos. Estes organismos podem ser transportados através da água, do vento, do gelo, e até mesmo através da gravidade.

Quando restos de organismos ou parte deles são transportados para ambientes deposicionais que não coincidem com os seus sítios de vida são chamados de organismo alótocones. Porém, aqueles restos de organismos que são encontrados no seu próprio sítio de vida são chamados de autóctones.

 
Soterramento

O registro sedimentar é dominantemente episódico, ou seja, apenas os eventos de maior magnitude deixam seu registro. Um sistema fluvial, por exemplo, apresenta baixas taxas de erosão, transporte e sedimentação durante boa parte de seu período de existência. Eventos seculares como grandes enchentes mudam completamente esse panorama.

O rio aumenta sua capacidade e sua carga, sendo assim maior quantidade de sedimentos é transportada, ocorrendo então um rompimento de diques marginais e inundações nas planícies adjacentes.

Esse evento ficará registrado na forma de migração lateral das barras fluviais e na sedimentação fina na planície de inundação. Durante esses eventos restos da biota são soterrados e preservados.

 

Bibliografia Consultada:
CASSAB, R.C.T. Objetivos e Princípios. In: Carvalho, I.S.. (ed). Paleontologia. Vol 1. Rio de Janeiro: Interciência, 2004.
HOLZ, M. Elementos Fundamentais Da Tafonomia/ MICHAEL Holz e Marcello G Simões- Porto Alegre: Ed. Universidade/ UFRGS, 2002.
MENDES, J. C. Paleontologia Básica. Queiroz: Editora da Universidade de São Paulo, 1988.

Referências Eletrônicas:
http://www.ufrgs.br/paleodigital/, acessado em 01 de dezembro de 2012 às 13h.
http://aventurmaxciencia.wordpress.com/glossario7ano-tt-partei/, acessado em 01 de dezembro de 2012 às 13h.