linha top1
Universidade Federal de Roraima

Subdivisões da Paleontologia

 

Os paleontólogos sempre se direcionaram para determinados núcleos de estudos, portanto a Paleontologia contém subdivisões: Paleobotânica, Paleontologia de Invertebrados, Paleontologia de Vertebrados, Micropaleontologia, Paleoicnologia.


 Paleobotânica

Estuda as plantas fósseis de um modo geral. Na maioria das vezes apenas uma parte da planta fica preservada, acarretando novas especializações: uns se dedicando aos estudos dos lenhos, outros aos das folhas (Fig. 1). Uma grande parte estuda pólens e esporos, que devido à sua excepcional preservação são amplamente usados para datação e são abordados dentro da Micropaleontologia, mais especificamente na Paleopalinologia.
 

Figura 1: A – Tronco de Gimnosperma do Triássico do Rio Grande do Sul (Museu de Paleontologia da UFRGS); B – Folha de Glossopteris do Permiano da Austrália.
 

 
Paleontologia de Invertebrados

Dedica-se ao estudo de invertebrados fósseis, como moluscos (bivalves e gastrópodes), braquiópodes, equinoides, conchostráceos, como também os artrópodes (Fig. 2). Os invertebrados fósseis, principalmente os marinhos, possibilitam estabelecer correlações cronoestratigráficas de bacias distantes e são utilizados para delimitar províncias paleobiogeográficas, devido à boa dispersão de suas larvas, como é o caso dos moluscos.
 

 

Figura 2: A – Fóssil de um crinóide pré-histórico, um dos primeiros equinodermos; B – Fóssil de um Trilobita Bergeroniellus asiaticus, do Cambriano da Rússia ; C – Fóssil de uma libélula Cordulagomphus tuberculatus, Cretáceo do Brasil.
 


Paleontologia de Vertebrados

Estuda os fósseis de vertebrados (Fig. 3), incluindo o homem fóssil (Paleoantropologia).
 

Figura 3: A – Fóssil de peixe coletado na Formação Santana, Cretáceo da Bacia do Araripe (Universidade Federal do Paraná); B – Osso coletado na Formação Santa Maria, Triássico da Bacia do Paraná (Universidade Federal do Paraná).
 

 
Micropaleontologia

É destinado ao estudo dos microfósseis que são excelentes elementos para a correlação e datação das camadas, devido à sua grande variabilidade morfológica e abundância nas rochas sedimentares (Fig. 4). O estudo dos polens e esporos também são objetos de estudo da micropaleontologia.
 


Figura 4: Tipos de microfósseis. Da esquerda para a direita, em cima, nanofóssil calcário e radiolário; abaixo, foraminíferos.
 


Paleoicnologia

Tem por finalidade estudar os icnofósseis, que são estruturas biogênicas resultantes da atividade dos seres vivos. Correspondem a marcas como pegadas (Fig. 5), perfurações, pistas, escavações, marcas de repouso, analisando o comportamento do organismo quando em vida, além de suas fezes petrificadas, os coprólitos.
 


Figura 5: Pegadas de terópodes de Souza, Paraíba, Cretáceo.

 

Dentro de cada ramo da Paleontologia, o paleontólogo ainda direciona suas pesquisas para outras áreas, como:

 
Paleobiogeografia

É o ramo da Paleontologia que lida com a distribuição de grupos de organismos representados exclusivamente por fósseis. A base conceitual é derivada da Biogeografia Histórica que, por sua vez, é a ciência que busca reconstruir os padrões de distribuição geográfica dos seres vivos e explicá-los segundo processos históricos subjacentes.


Paleoecologia

Estuda as relações entre os organismos entre si e destes com o meio. Usando os componentes da flora e fauna e vários outros parâmetros, tenta inferir dados do meio e as condições climáticas da época.

 
Tafonomia

É o estudo das condições e processos que propiciaram a preservação dos fósseis, desde a sua morte até ser encontrado na natureza.

 
Sistemática

Classifica e agrupa os organismos com base na análise comparativa de seus atributos e nas relações entre eles.

 

Bibliografia Consultada:
CASSAB, R.C.T. Objetivos e Princípios. In: Carvalho, I.S.. (ed). Paleontologia. Vol 1. Rio de Janeiro: Interciência, 2004.
CARVALHO, I. S. Paleontologia: conceitos e métodos. 3ª ed. Rio de Janeiro: Interciência, 2010.
CARVALHO, I.S.; FERNANDES, A.C.S. Icnofósseis. In: Carvalho, I.S. (ed). Paleontologia. Vol 1. Rio de Janeiro: Interciência, 2004.
HOLZ, M. Elementos Fundamentais Da Tafonomia/ MICHAEL Holz e Marcello G Simões - Porto Alegre: Ed. Universidade/ UFRGS, 2002.
MENDES, J. C. Paleontologia Básica. Queiroz: Editora da Universidade de São Paulo, 1988.

Referências Eletrônicas:
http://www.ufrgs.br/paleodigital/, acessado em 01 de dezembro de 2012 às 13h.

Referências Eletrônicas das figuras:
Figuras 1 e 3: http://www.ufrgs.br/paleodigital/, acessado em 01 de dezembro de 2012 às 13h.
Figuras 2 (a): http://blogs.diariodonordeste.com.br/cearacientifico/evolucao/, acessado em 01 de dezembro de 2012 às 15h.
Figuras 2 (b; c): http://fossilmuseum.net/Fossil_Galleries, acessado em 01 de dezembro de 2012 às 14h.