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Universidade Federal de Roraima

Período Triássico

O nome Triássico (Tri = três) foi criado na Alemanha para definir o conjunto de três pacotes de rochas (e respectivos fósseis) que ocorre entre duas grandes extinções. O limite inferior do Triássico, com o período Permiano, corresponde à maior extinção em massa que já ocorreu até hoje em nosso planeta. Já o limite superior, com o Jurássico, marca o desaparecimento de várias espécies de plantas e animais triássicos e o início do domínio absoluto dos dinossauros sobre as terras emersas do supercontinete Pangea.

O Triássico foi um período único sob vários aspectos. Do ponto de vista paleogeográfico, foi o único período ao longo do qual, do início até o fim, todos os continetes estiveram unidos numa única massa de terra, a Pangea (Fig.1). Isso determinava que, praticamente, não existissem barreiras para a dispersão dos organismos terrestres por todo o planeta. Desse modo, vários grupos de amniotas terrestres desta época tornaram-se cosmopolitas.

 


Figura 1: Mapa do Período Triássico.

 

As condições ambientais que levaram à extinção maciça do Permiano Superior se mantiveram pelo menos durante 4 - 5 Ma subsequentes. Durante o Triássico há evidências de anoxia em algumas plataformas marinhas e perturbações no ciclo do carbono.

Após a extinção, faunas marinhas foram muito empobrecidas. Nos ecossistemas do Triássico notou-se a ausência ou escassez de organismos suspensivoros, como os corais, briozoários, braquiópodes e crinóides. As formas dominantes, no entanto, foram os bivalves, gastrópodes, equinodermos e anelídeos.

Muitos novos grupos de tetrápodes também surgiram no Triássico. São eles as tartarugas, os crocodilos, os pterossauros, os dinossauros, os ictiossauros, os plesiossauros e os mamíferos. Nos mares, tubarões e peixes ósseos eram abundantes (Fig. 2).

 


Figura 2: Imagem ilustrativa do Período Triássico.

 

O clima tornou-se uniforme, quente e seco. Estas condições climáticas ocasionaram mudanças florísticas. Na parte sul do Pangea, a "Flora Glossopteris" do Permiano foi substituída pela “Flora Dicroidium”, caracterizada por plantas com cutículas mais espessas. As gimnospermas se desenvolveram em cicadáceas e ginkgos e, no fim do período, surgiram as coníferas.

 
Bibliografia Consultada:
BENTON, M. J. Paleontologia dos Vertebrados. 3ºed. São Paulo: Atheneu Editora, 2008.
CARVALHO, I. S. Paleontologia: conceitos e métodos. 3ª ed. Rio de Janeiro: Interciência, 2010.
COIMBRA, J. C. [et al.]. Antes dos dinossauros: a evolução da vida e o seu registro fóssil no Rio Grande do Sul. Porto Alegre: UFRGS, 2004.
MENDES, J. C. Paleontologia Básica. Queiroz: Editora da Universidade de São Paulo, 1988.

 

Referências Eletrônicas:
http://www.ufrgs.br/paleodigital/, acessado em 26 de novembro de 2012 às 13h.

Referência Eletrônica das figuras:
Figura 1: http://www.scotese.com/, acessado em 27 de novembro de 2012 às 14h.
Figura 2: http://www.valleyadvocate.com/article.cfm?aid=10974, acessado em 27 de novembro de 2012 às 20h.